Obrigado..

Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar
e por fazer de mim um professor no mundo da educação.

Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.

São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.

Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também
o sofrimento que me fez crescer e evoluir.

Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.

Senhor!
Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.

Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho .

Obrigado, meu Deus,
pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre.

Amém!

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“Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de um futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro...” (Rubem Alves)

Educador

O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubmissão...

...É exatamente neste sentido que ensinar não se esgota no "tratamento" do objeto ou do conteúdo, superficialmente feito, mas se alonga à produção das condições em que aprender criticamente é possível. (Paulo Freire)

Ser professor é...

Ser professor
é professar a fé
e a certeza de que tudo
terá valido a pena
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprendeu com você
e pelo que ele lhe ensinou...
Ser professor é consumir horas e horas
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e,
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...
Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.
Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos,
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés...

Retrocesso

RETROCESSO
O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia uma professora-robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de plástico e fibra de vidro — fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos —, e a outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras, números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala, tinha resposta para tudo e centralizava toda a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma experiência errada.
O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer coisa as crianças sabiam exatamente que botões apertar para que a professora-robô repetisse a lição ou, em rápidos segundos, a reformulasse, para melhor compreensão. (As crianças do futuro já nascerão sabendo que botões apertar.)
— Fantástico! — comentou o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, sorrindo com satisfação.
Foi quando uma das crianças, errando o botão, prendeu o dedo no teclado da professora-robô. Nada grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualquer risco aos dedos infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar. Ao captar o som do choro nos seus sensores, a professora-robô desligou-se automaticamente. Exatamente ao mesmo tempo, o outro robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo com os braços de imitação, embalando-a no seu colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto numa voz parecida com a do outro robô, só que bem menos metálica. Passada a crise, a criança, consolada e restabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda professora-robô voltou para o seu canto e se desligou enquanto a primeira voltou à vida e à aula.
— Fantástico! — repetiu o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, ainda mais satisfeito.
— Mas me diga uma coisa... — começou a dizer o visitante.
— Sim?
— Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer a parte mais, digamos, maternal do trabalho pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica.
— Exatamente.
— Não seria mais prático — sugeriu o visitante — reunir as duas funções num mesmo robô?
Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com condescendência.
— Isso — explicou — seria um retrocesso.
— Por quê?
— Estaríamos de volta ao ser humano.
E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado. Decididamente, o visitante não entendia de futuro.

Luís Fernando Veríssirno. In Nova Escola. São Paulo. Abril, out. 1990. p. 19.

HÁ x A

 
: Se o período de tempo já passou: "O fiscal chegou há meia hora". 
A : Se o período ainda vai ocorrer: "O fiscal voltará daqui a meia hora".

Há tempo: Há = faz. "O fiscal chegou há tempo."
A tempo: A= em. "O fiscal chegou a tempo.": chegou na hora, em tempo.

Há uma hora: Há= faz. "O ônibus passou há uma hora".
À uma hora: "Se a referência for à hora do dia. "O ônibus passou à uma hora."
A uma hora: "Nos demais casos. "A próxima parada fica a uma hora daqui". ; "Ele viajou a uma hora dessas?"

LEMBRE-SE:

O "há"pode ser substituido por "faz" quando indica tempo passado. E a preposição "a" indica futuro ou distância; substituída por "faz", não fará sentido.


Fonte: Revista Língua Potuguesa.

Como escrever o tempo.

http://demoncyber.files.wordpress.com/2010/01/relogio.jpg 

POR HORA X POR ORA:
"Por Hora": "O consultor cobra por hora de trabalho"; "Correu a 100 quiloômetros por hora".
"Por ora": = por enquanto: "O estado de saúde dele estabilizou, por ora".

ARTIGO:
Recomenda-se o uso do artigo em expressões como "horas": Entre as 8 horas e as 18h30"; "Das 8 às 13 horas"; Em torno das (de + as) 10 horas".

CRASE:
Há crase em expressões de tempo: "volto às 4h da manhã"; à noite; à tarde.

"MEIA"
A versão por extenso de  "12h30", por exemplo, é "meio dia e meia" . "Meia", aqui, refere- se à metade de uma hora completa. Por isso, nunca "meio dia e meio"

HORA X HORÁRIO:
"Hora"= Marcação de parte fracionada do dia;
"Horário"= Período, não necessariamente relacionado à duração de uma hora, como no uso adjetivo: "fuso horário", "carga horária".

CURIOSIDADE:
"14h15", é assim, e sem brancos separatórios, a notação oficial brasileira de "14 horas e 15 minutos".  NÃO "14:15", que segue escrita digital de matriz norte- americana, NEM "14:15h"uma mistura redundante das duas.
Esqueça o famoso hs : A abreviação do plural da palavra "horas é "H" e não "HS". Portanto, "14h", não "14hs, por exemplo.
Fonte: Revista Língua Portuguesa, n57.